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Assim que a poeira baixou, Mhaja e Dex levantaram-se para descobrir que sua presença ali já havia sido notada. Vários soldados, equipados com lanças, vinham em sua direção.

Ao perceber a intenção nada amistosa dos soldados, Mhaja saltou na frente de Dex e arrepiando as finas penas de suas costas, abriu as enormes asas e soltou um silvo ameaçador, fazendo todos os soldados congelarem em seus lugares.

– Nós estamos aqui para ajudar! – gritou Dex para a turba de soldados.

Mas seu apelo foi em vão. Aparentemente, os soldados estavam assustados e prontos para atacar qualquer estranho que aparecesse na frente deles. Algo os havia aterrorizado. Ignorando os apelos de Dex, os soldados começaram a fechar um cerco ao redor deles, apontando as lanças ameaçadoramente para suas gargantas.

Um dos soldados precipitou-se aos outros e com um movimento traiçoeiro golpeou o flanco de Dex com a perigosa lança. A ponta da lança, embora muito afiada, era de metal e ao se chocar com o corpo de Dex resvalou como se tivesse sido usada contra o muro de um castelo.

Rapidamente Dex segurou a ponta da lança com uma das mãos já equipada com a manopla de aço que ganhara de Algred. Então encarou o soldado que o havia atacado de maneira tão covarde. Os olhos verdes e selvagens foram de encontro aos olhos do soldado, que sentiu como se estivesse de frente para um tigre que poderia atacá-lo e destroçá-lo quando bem entendesse.

– Eu não quero machucar vocês! – gritou Dex novamente, apertando a lança com uma única mão fazendo sua madeira estalar, partindo-a em duas.

– Parem! – gritou uma voz autoritária por trás dos soldados, impedindo seu avanço.

Era Lankor que se aproximava rapidamente.

– Quem é você? E o que quer aqui? – interrogou Lankor, aparentemente sem reconhecer Dex.

– Sou eu! Dex! Amigo de Eona! Eu vim aqui para ajudar! – explicou.

Lankor observou Dex em silêncio por algum tempo, até que a expressão de seu rosto mudou repentinamente.  O semblante controlado e autoritário que mantinha até ali, condizente com o de um comandante no campo de batalha, deu lugar a uma expressão de rancor e ódio assim que ele se lembrou quem era aquele garoto à sua frente.

– Vá embora, garoto! Não precisamos da ajuda de pessoas como você por aqui! – ordenou, firmemente. (continuar)

~ por cenildon em 08/07/2010.

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