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– Como assim? Eu quero ajudar a controlar o incêndio! Posso usar meus poderes pra ajudar vocês! – apelou novamente, sem entender aquela reação inesperada.
– Usar seus poderes? Malditos poderes! Por causa de pessoas como você e aquele maldito mercenário Lotar, eu perdi minha filha! Mesmo hoje, vilões com poderes como os seus, tentaram destruir minha fazenda! E olhe só o que aconteceu! Só desgraça acontece quando alguém com esses poderes resolve aparecer! Vá embora! – gritou Lankor, descontroladamente.
Com o grito do patrão, os soldados mostraram-se ainda mais ameaçadores e motivados a atravessar aqueles visitantes indesejados com suas lanças, com exceção do soldado que havia atacado Dex pelas costas, que segurava os dois pedaços de sua lança e analisava a ponta de metal, tentando entender porque ela havia se entortado totalmente.
Alheio à ameaça dos soldados, Dex ainda tentava digerir tudo que Lankor havia lhe dito. Não esperava esse tipo de reação das pessoas que tentava ajudar.
Também não entendia o porquê de Lankor dizer que havia perdido a filha, afinal ela tinha partido junto com ele dois anos atrás.
– Será que aconteceu alguma coisa com Eona? Será que ela está… morta?*
Dois anos se passaram sem que ele tivesse nenhuma notícia dela e esse tempo era mais que suficiente para que uma terrível tragédia pudesse ter acontecido.
– Tenho certeza que ela está bem! – disse para si mesmo, acreditando realmente que um dia iria reencontrar sua amiga.*
Foi com um silvo de Mhaja que Dex voltou seus pensamentos para o presente.
– Vamos para a vila Mhaja, ainda temos que encontrar Gotho e Beric. – disse deixando a fazenda em chamas para trás.
A dupla ganhou os céus novamente, mas dessa vez não foram muito longe, pois assim que passaram os limites do muro que cercava a fazenda, Dex avistou logo à frente uma grande carroça encalhada no caminho para a ponte.
Assim que se aproximaram mais, Dex pôde reparar que aquela não era uma carroça comum, pois sobre ela, havia uma espécie de máquina composta de um enorme reservatório repleto de complexos mecanismos acoplados. A carroça e o reservatório eram na verdade uma grande máquina sobre quatro rodas, feita de madeira e ferro. O estranho reservatório parecia ser feito para carregar água, que escorria por algumas frestas, deixando toda a madeira do aparato molhada.



[...] – Vá embora, garoto! Não precisamos da ajuda de pessoas como você por aqui! – ordenou, firmemente. (continuar) [...]
Pág. 165 « Hevendor disse isso em 13/07/2010 às 13:44